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05.12.2017

In Memoriam Dr. António Saragoça

A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) presta homenagem ao colega e amigo Dr. António Saragoça que faleceu no passado dia 27 de outubro. O Dr. António Saragoça foi o primeiro Presidente da APEF, antigo Núcleo de Hepatologia, no biénio de 1993-1995. Leia o In Memoriam.

 

O Dr. António Saragoça deixou-nos há pouco tempo. Aqueles que tiveram o privilégio de privar com ele sentem-se hoje mais pobres pelo seu desaparecimento físico. 

Distinto médico, dedicado à Gastrenterologia e à Hepatologia, deixou a sua marca na Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF). Foi um dos proponentes da criação do Núcleo de Hepatologia (NH) da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, formalmente constituído em Assembleia-Geral realizada em Coimbra, no ano de 1983. Fez parte, como vogal, da primeira Direção (biénio 1983-1985), presidida pelo Professor Miguel Carneiro de Moura. No biénio de 1991-1993 integrou, também como vogal, a Direção presidida pelo Professor Armando Porto, que criou os primeiros prémios de Hepatologia. O prestígio do Dr. António Saragoça e o empenho no associativismo hepatológico motivaram a sua eleição como presidente da Direção do Núcleo para o biénio de 1993-1995. Foi então alterada a designação de NH para APEF, nome semelhante ao das associações europeias idênticas.

Quando se comemoraram os 25 anos da APEF, num texto inserido na brochura comemorativa, o Dr. António Saragoça definia-se como “um diplomata da Gastrenterologia”, que era, cativando pela sua esmerada educação, pela sua afabilidade, mas também pelo seu valor enquanto médico. Presença assídua nas reuniões nacionais e internacionais, foi dos primeiros portugueses a participar nas reuniões anuais da EASL, estabelecendo contactos muito importantes para a Hepatologia portuguesa.

A APEF deve muito ao Dr. António Saragoça que, com a discrição e a humildade características das pessoas verdadeiramente importantes, mas com a determinação e a firmeza dos líderes, contribuiu para a sua génese, o seu desenvolvimento e a sua emancipação. Por isso lhe estaremos sempre gratos.