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História

A génese do que hoje se chama Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) teve lugar em Coimbra, em 1983, por iniciativa de um grupo de médicos com interesse pela área das doenças do fígado. Nasce assim o Núcleo de Hepatologia, cujo primeiro presidente foi Miguel Carneiro de Moura, numa equipa que trabalharia para o biénio 1983-1985, composta igualmente por Fernando Ramalho (secretário-geral), Tomé Ribeiro, Diniz de Freitas e António Saragoça como vogais. A 1ª Assembleia- Geral do Núcleo de Hepatologia (NH) da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) realiza-se em Coimbra, no dia 29 de Julho de 1983, e foi presidida por Cruz Pinho, então secretário-geral daquela sociedade científica.

 

Foi o início do associativismo hepatológico que, nessa data, reúne pouco mais do que 25 sócios em torno de uma causa nobre: dignificar e promover o estudo e tratamento das doenças hepáticas.

 

Em 1986, o Núcleo de Hepatologia assume nova direção, desta vez presidida por Francisco Carneiro Chaves. Mantém-se o secretário-geral, Fernando Ramalho e Tomé Ribeiro, Jorge Peneda e José Manuel Romãozinho são os vogais. O mandato desta direção terminaria em 1988, com um registo de perto de 40 sócios.

 

Em 1989, novo mandato e nova direção. Cabe agora a vez a Tomé Ribeiro, que junta à sua equipa José Velosa como secretário-geral e António Donato, Jorge Peneda e Francisco Carneiro Chaves como vogais. Até 1991 o número de sócios aumenta consideravelmente e o mandato fecha com quase 60 sócios.

 

No biénio 1991-1993, a presidência do Núcleo de Hepatologia cabe a Armando Porto, que contaria com Armando Carvalho como secretário-geral e António Saragoça, Carlos Sofia e Tomé Ribeiro como vogais. É nesta direção que são criados os Prémios de Hepatologia, em 1992: Prémio "Roche" de Hepatologia, destinado a galardoar um trabalho científico no âmbito das doenças hepatobiliares (melhor comunicação livre), no valor de 500.000$00, e Prémio "Schering-Plough" de Hepatologia, destinado a galardoar um trabalho científico no âmbito das doenças hepatobiliares (poster), no valor de 300.000$00.

 

Os prémios distinguiram trabalhos apresentados na X Reunião Nacional do Núcleo de Hepatologia, integrada no Congresso Nacional de Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva, realizado na Figueira da Foz, em Junho de 1992 e foram entregues durante a realização do 5º Curso de Doenças Hepatobiliares (simultaneamente Reunião regional do NH), que decorreu em Coimbra, nos dias 20 e 21 de Novembro de 1992.  Os prémios de 1993 foram entregues também no "Curso de Doenças Hepatobiliares" (organizado pelo Serviço de Medicina lll dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Director Armando Porto), galardoando trabalhos apresentados na Xl Reunião Nacional do Núcleo de Hepatologia, Vilamoura, Junho de 1993.

 

O ano de 1993 termina com mais de 70 sócios. António Saragoça toma posse como presidente do Núcleo de Hepatologia nesse mesmo ano e escolhe a equipa composta por Rui Tato Marinho como secretário-geral e Jorge Peneda, Guilherme Macedo e Rui Perdigoto como vogais. Esta é a direcção que procede à alteração do nome de Núcleo de Hepatologia para Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado. O logótipo também muda, pelo que o associativismo hepatológico assume uma nova identidade e imagem. O mandato chega ao fim em 1995, ano em que a APEF regista já mais de 100 sócios.

 

Tomé Ribeiro assume a presidência da APEF em 1995 e mantém Rui Tato Marinho como secretário-geral, sendo Miguel Carneiro de Moura, Luís Tomé e Guilherme Macedo os vogais do biénio 1995-1997. Em Novembro de 1996 realiza-se uma assembleia-geral extraordinária, em Coimbra, para discussão da alteração do regulamento da APEF. Esta proposta mereceu a aprovação, após algumas emendas, por unanimidade dos 20 sócios titulares presentes, mas não obtém acolhimento na Direção da SPG, de quem o Núcleo dependia.

 

A primeira Reunião Anual autónoma da APEF, designada por 1º Congresso, teve lugar no Porto (Fundação António de Almeida) em Março de 1997, presidido por Tomé Ribeiro.

 

Em 1997, já com cerca de 120 sócios, Miguel Carneiro de Moura assume a presidência da APEF, tendo Guilherme Macedo como secretário-geral e Rui Santos, Jorge Areias e Fátima Serejo como vogais. Dá-se continuidade às Reuniões Anuais da APEF. Em 1999, estão 140 sócios registados na APEF. Realiza-se em 1998 a 2ª Reunião Anual da APEF, em Lisboa e concomitantemente uma conferência de consenso sobre hepatites B e C.

 

Fernando Ramalho é o presidente seguinte, para o biénio 1999-2001, sendo secretário-geral Jorge Areias e vogais Carlos Sofia, Leopoldo Matos e José Fraga. Contabilizam-se e no final do mandato quase 150 sócios. São realizadas várias reuniões inter-hospitalares, envolvendo hospitais portugueses e espanhóis e tem lugar uma Reunião Ibérica, em Vilamoura.

 

Segue-se Estela Monteiro como presidente da APEF no biénio 2001-2003. Jorge Areias é o secretário-geral e Helena Cortez-Pinto, Rui Santos e Alexandre Sarmento, os vogais. Durante este biénio, realizou-se um programa de esclarecimento aos adolescentes, "Fígados em forma", nas escolas secundárias, sobre álcool e hepatites. Foi uma realização conjunta da APEF com o Núcleo de Gastrenterologia dos Hospitais Distritais, com o patrocínio do instituto Português da Juventude. Tendo excedido todas as expectativas, este programa, a nível nacional, envolveu cerca de 50 médicos que se empenharam em difundir conhecimentos e fatores de risco para doença hepática.

 

No biénio 2003-2005, Jorge Areias é o presidente, sendo Ana Maria Horta e Vale secretária-geral e Armando Carvalho, Helena Cortez-Pinto e Fátima Augusto os vogais.

 

Em 2005-2007, já com 160 sócios, a APEF é presidida por Luis Tomé, assumindo Fátima Serejo o cargo de secretário-geral e Ana Maria Horta e Vale, Maria Antónia Duarte e Rui Santos são os vogais.

 

Em 2007-2009, a APEF tem 185 sócios, de diversas especialidades médicas. Rui Tato Marinho  assume a presidência da associação, sendo Guilherme Macedo o secretário-geral e Paula Peixe, Helena Pessegueiro e Rui Santos os vogais. Em 2008, tiveram início as reuniões luso-brasileiras, com a primeira a ser realizada em Vitória, ES, no Brasil. Foi também criado nesta altura o primeiro website da APEF.

 

Conseguiu-se neste biénio, a aprovação e publicação de novos estatutos, garantindo a autonomia da associação e a abertura à admissão de sócios.

 

De acordo com os novos estatutos a APEF passou a ter órgãos sociais compostos por Direção, Assembleia-Geral e Conselho Fiscal. 

 

Em 2009-2011, a primeira direção desta nova era, foi presidida por Guilherme Macedo, sendo vice-presidente Armando Carvalho, secretária-geral Paula Peixe, tesoureira Regina Gonçalves e vogais Ana Paula Silva, Dário Gomes e Miguel Raimundo; a Assembleia-Geral era presidida por Rui Marinho, tendo como vice-presidente Leopoldo Martos e secretária Adélia Simão; o Conselho Fiscal era presidido por Jorge Areias, sendo secretária Fátima Serejo e vogal Filipe Calinas. Esta direção promoveu a imagem da APEF, através de várias iniciativas de que se destacou o “Liver on Tour”, que percorreu as 18 capitais de distrito do país e a cidade de Vilamoura, onde decorreu o Congresso Semana Digestiva.

 

Em 2011-2013, a direção foi presidida por Armando Carvalho, tendo como vice-presidente José Velosa, secretária-geral Adélia Simão, tesoureira Regina Gonçalves e os vogais Dário Gomes, Luís Jasmins e Mariana Machado; Assembleia-Geral presidida por Guilherme Macedo, com Filipe Calinas como vice-presidente e Cristina Valente como secretária; Rui Marinho presidia ao Conselho Fiscal, sendo secretária Paula Peixe e vogal Ana Paula Silva. Foi também estabelecido o entendimento com a Sociedade Portuguesa de Hepatologia (SPH), conduzindo finalmente a uma única grande associação hepatológica portuguesa, a atual APEF. Após a criação da APEF como Associação independente e do entendimento com a SPH, no final de 2013 a APEF tinha 196 sócios. A reunião anual passou a adoptar também a designação de “Congresso Português de Hepatologia”.

 

A SPH tinha sido criada em 2007, por iniciativa de alguns sócios da APEF, com destaque para Estela Monteiro e Fernando Ramalho, apresentando-se como associação aberta a todos os interessados pela Hepatologia, independentemente da sua formação ou especialidade. Pretendia-se assim criar uma Sociedade que fosse independente e com acesso não dependente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, facto que constituía um entrave, sobretudo para os potenciais sócios sem qualquer ligação à Gastrenterologia, alguns biólogos, farmacêuticos ou Enfermeiros, mas compartilhando o interesse pela Hepatologia. A SPH realizou 5 congressos e muitos dos seus sócios eram também membros da APEF.

 

Além das reuniões anuais, agora “Congresso Português de Hepatologia”, a APEF participa ativamente na programação da Semana Digestiva e participou já em 4 reuniões luso-brasileiras de hepatologia (Vitória, ES 2008; Coimbra 2012; Porto Alegre 2013; Cascais 2014).

 

Para o biénio 2013-2015 foi eleita direção presidida por Helena Cortez Pinto e tendo como vice-presidente, Helena Pessegueiro, e como secretário-geral, Filipe Calinas, e como vogais, Luís Jasmins, Susana Lopes e Cláudia Agostinho. Foi criada a base de dados Liver.pt, para registo Nacional dos doentes hepatológicos, e está em renovação o website, tendo também sido de novo alterado o logótipo. Foi pedido o estatuto de instituição de Utilidade Pública, estando a aguardar-se resposta. Avançou-se com o projeto da Epidemiologia das hepatites víricas em Portugal, que tinha sido da iniciativa da direção de Rui Marinho, e projetado na direção de Guilherme Macedo. A Assembleia Geral da APEF passou também a realizar-se durante o Congresso de Hepatologia e não na Semana Digestiva, como anteriormente.

 

Atualmente, em 2014, são 231 sócios, dos quais 89 têm a subespecialidade de Hepatologia, entretanto criada na Ordem dos Médicos, no âmbito do Colégio da Especialidade de Gastrenterologia, em 2005.